sábado, 23 de julho de 2011

Bispos episcopais estão divididos a respeito de casamento gay

A Igreja Episcopal ainda não adotou uma posição firme nacional a respeito do casamento de mesmo sexo, deixando os bispos locais com liberdade para decidir o que os padres podem fazer

A Igreja Episcopal, que está estremecida por questões de direitos dos gays desde a eleição de um bispo assumidamente gay em New Hampshire, há oito anos, agora está dividida a respeito de como responder à legalização do casamento de mesmo sexo em Nova York.



Quando a lei entrar em vigor no domingo, episcopais gays e lésbicas poderão ser casados por padres no Brooklyn e Queens, mas não no Bronx, Manhattan ou em Staten Island; em Syracuse, mas não em Albany.






Isso porque a Igreja não adotou uma posição firme nacional a respeito do casamento de mesmo sexo, deixando os bispos locais com liberdade para decidir o que os padres podem fazer. No Estado de Nova York, com seis dioceses episcopais, os bispos estão divididos: dois deram sinal verde para os padres celebrarem casamentos de mesmo sexo, um disse que de modo nenhum, dois estão indecisos e um encontrou um meio-termo, permitindo aos padres abençoar, mas não consagrar, casamentos de gays e lésbicas.






A Igreja Episcopal, conhecida como uma das mais abertas aos gays e lésbicas entre as principais denominações protestantes, se vê em uma posição desconfortável em relação ao assunto –abraçando nem a posição clara contrária ao casamento de mesmo sexo, adotada pela Igreja Católica Romana, protestantes evangélicos, muçulmanos, mórmons e líderes judeus ortodoxos, nem a posição de apoio dos judeus reformistas, universalistas unitários e muitos líderes protestantes liberais. A Igreja Episcopal é uma denominação pequena –a Igreja alega ter 172.623 fiéis no Estado de Nova York– mas tem prestígio e influência.






Agora, episcopais gays e lésbicas encontram alegria na legalização do casamento de mesmo sexo, mesclada com a ambiguidade sobre a posição de sua Igreja.






“A Igreja Episcopal deveria comunicar que Deus ama a todos”, disse Roy Kim, 40 anos, que está noivo de um padre episcopal, o reverendo Clayton Crawley. “A Igreja Episcopal faz isso melhor do que a maioria das Igrejas, mas é uma grande oportunidade dizer isso agora, de modo inequívoco”, disse Kim.






Ele e Crawley são da Capela de São Paulo, que faz parte da Trinity Wall Street na Baixa Manhattan. De acordo com a diretriz do bispo local, os padres da Trinity não consagrarão matrimônios de mesmo sexo e a paróquia não decidiu se permitirá que abençoem essas uniões.



As regras da Igreja Episcopal definem o casamento com uma “união de um homem e uma mulher”, mas também diz que o clero deve “se adaptar às leis do Estado” que regem o matrimônio. Em 2009, a denominação aprovou uma resolução dizendo que “os bispos, particularmente aqueles em dioceses dentro de jurisdições civis onde casamentos, uniões civis ou parcerias domésticas de mesmo gênero forem legais, podem fornecer uma resposta pastoral generosa para atender as necessidades do fieis dessa igreja”.






Mas os bispos do Estado de Nova York divergem sobre o que uma “resposta pastoral generosa” significa, e mesmo os bispos que mais apoiam os direitos dos gays estão tendo dificuldade para equilibrar seu desejo de consagrar os relacionamentos de seus paroquianos com sua relutância em alienar ainda mais os anglicanos conservadores na África e mesmo nos Estados Unidos.



Os bispos das dioceses de Long Island e Nova York Central autorizaram os padres a celebrarem casamentos de mesmo sexo; o bispo da Diocese de Nova York (que inclui três dos cinco distritos da cidade) permite que abençoem, mas não realizem os ritos; o bispo da Diocese de Albany proíbe o envolvimento dos padres; e os bispos das dioceses de Rochester e Oeste de Nova York ainda não se pronunciaram.






“Pode parecer para alguém vendo de fora que é apenas disso que estamos falando, mas não é”, disse o bispo Lawrence C. Provenzano, da Diocese de Long Island. “Ela tem lugar na questão mais ampla de como ministrar para o mundo maior.”






Provenzano, cuja diocese inclui o Brooklyn e o Queens, concluiu que uma “resposta generosa” permitia presidir o ritual do matrimônio. Mas o bispo, Mark S. Sisk, da Diocese de Nova York, que inclui os demais distritos, determinou que a resolução de “resposta generosa” não substitui a lei canônica que define o matrimônio.






“O cenário em relação ao matrimônio ainda está mudando por todo o país, dentro da Igreja e para os próprios casais de gays e lésbicas”, disse Sisk, que apoia a legalização do casamento de mesmo sexo, em uma entrevista conduzida por e-mail. “A Igreja ainda está em processo de criar liturgias para esses rituais e incorporá-las à lei da Igreja.”



Vários episcopais gays manifestaram simpatia pelo que consideraram como um esforço de Sisk de equilibrar posições contrárias.






“É uma posição de meio-termo justa”, disse Mary O’ Shaughnessy, coordenadora da divisão para a área metropolitana de Nova York da Integrity USA, que defende o tratamento igual para gays e lésbicas na Igreja Episcopal. “Não há nada que chamaria de homofóbico nisso.”



Derek Baker, 46 anos, também expressou um entendimento da posição de Sisk.






“Ele está entre a cruz e a caldeirinha”, disse Baker, que planeja ter seu casamento abençoado na Igreja da Ascensão, em Greenwich Village, onde Baker é paroquiano há duas décadas.



A situação é particularmente complicada para padres gays como Crawley. Sisk disse que os padres gays e lésbicas que “vivem em relacionamentos comprometidos” devem se casar –mesmo que não possam fazê-lo na igreja.






“Isso é hipocrisia”, disse o reverendo Michael W. Hopkins, reitor da Igreja de São Lucas & São Simão Cirineu, em Rochester. Hopkins já foi presidente da Integrity USA,



Mas Sisk respondeu: “A expectativa de que o clero envolvido em relacionamento se casará não é uma exigência, nem vem com prazo específico”. Ele também disse que os membros do clero devem ser criativos na elaboração de liturgias que possam incluir um casamento civil, conduzido na igreja, mas celebrado por uma autoridade secular, seguido por uma bênção pastoral oferecida por um padre.






Alguns episcopais gays e lésbicas disseram que se contentam em permitir que a Igreja avance lentamente, porque acreditam que ela está avançando na direção certa. A questão do casamento de mesmo sexo provavelmente será levantada de novo na próxima conferência nacional da Igreja, em meados do ano que vem.



“O bispo pode apoiar plenamente o casamento gay, mas ele também entende que a menos que haja uma conversa, e se não formos pacientes, a Igreja quebrará”, disse Javier Galito-Cava, um episcopal gay e ator, que é paroquiano da Capela de São Paulo. “Eu quero gritar e dizer: ‘Como ousam, eu não sou um cidadão de segunda classe’ –mas se quiser que isso aconteça, para mim e para meus filhos, nós temos que dar um passo de cada vez.”

Fonte: UOL
http://m.noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2011/07/21/bispos-episcopais-estao-divididos-a-respeito-de-casamento-gay.htm

Rio se prepara para ser capital mundial do turismo gay, diz 'Guardian'

Jornal britânico relata inciativas recentes da prefeitura do Rio de Janeiro para promover a diversidade sexual.






Uma série de iniciativas da prefeitura do Rio de Janeiro para promover a diversidade sexual ajuda a preparar a cidade para se transformar na capital mundial do turismo gay, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira (12) pelo diário britânico 'Guardian'.

O jornal relata a festa de lançamento da semana da diversidade, 'uma celebração das diferenças culturais e étnicas da cidade e uma tentativa de posicioná-la como a capital global do turismo gay'.

O jornal relata ainda que nos últimos meses houve 'uma avalanche de iniciativas amigáveis à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) no Rio: cursos vocacionais para travestis, projetos contra intimidação de estudantes gays e lésbicas e uma nova lei proibindo a discriminação nos clubes noturnos da cidade'.

A reportagem observa ainda que em fevereiro o prefeito da cidade anunciou a criação de uma secretaria especial para a diversidade, chefiada pelo estilista Carlos Tufvesson, para quem o Rio não é apenas 'o destino mais sexy da Terra', mas também um lugar onde a tolerância é natural.

'Fonte de renda'
Para o 'Guardian', as iniciativas são 'uma potencial fonte de renda' para a cidade. Segundo o jornal, 25% dos turistas que chegaram a cidade no ano passado, ou 880 mil pessoas, eram gays.

'O escritório de turismo da cidade espera elevar esse número ainda mais e publicou folhetos brilhantes com as cores do arco-íris, cheios de fotos de homens musculosos e slogans convidando os turistas a 'viver a sensação do Rio', diz a reportagem.



O jornal comenta que as iniciativas do governo vêm enfrentando alguma resistência, principalmente entre 'a direita religiosa'.

Apesar das críticas, porém, as iniciativas do governo também vêm recebendo elogios de ativistas pelos direitos dos gays, observa o diário.

A reportagem cita uma declaração da top model transexual Lea T. durante o lançamento da semana da diversidade do Rio, para quem 'é realmente incrível que o Brasil - um lugar que chamam de país de terceiro mundo - esteja fazendo algo que poucos países fizeram'.

Fonte: g1.com
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/07/rio-se-prepara-para-ser-capital-mundial-do-turismo-gay-diz-the-guardian.html

domingo, 10 de julho de 2011

Nova York já é o sexto estado americado a aprovar o Casamento Gay


O governador de Nova York, Andrew Cuomo, legalizou os casamentos do mesmo sexo no estado norte-americano, caracterizando uma importante vitória para os grupos de defesa dos direitos dos Homossexuais antes das eleições presidenciais e parlamentares de 2012.

Nova York se tornou o sexto e mais populoso estado norte-americano a permitir o Casamento Gay. Os senadores votaram pela permissão por 33 a 29, aprovando a legislação de igualdade do casamento. Cuomo, um democrata que introduziu a medida, a sancionou.

"Essa votação hoje mandará uma mensagem a todo o país. Esse é o caminho a seguir, a hora para fazer é agora, e é possível, não é mais um sonho ou uma aspiração. Creio que vocês verão uma rápida evolução", disse Cuomo, que está em seu primeiro ano no mandato, em coletiva de imprensa. "Alcançamos um novo patamar de justiça social."

Casamentos do mesmo sexo poderão começar a ocorrer em Nova York em 30 dias, embora instituições religiosas e grupos sem fins lucrativos, mas ligados a associações religiosas, não precisem participar de tais cerimônias. A legislação também dá aos casais Gays o direito ao divórcio.

Comemorações ocorreram na galeria do Senado na capital do estado, Albany, e na multidão de centenas de pessoas que se juntou do lado de fora do Stonewall Inn, em Nova York, onde uma ação da polícia em 1969 causou o surgimento dos movimentos modernos de defesa dos direitos Homossexuais.

Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire, Vermont e o Distrito de Colúmbia permitem o casamento de pessoas do mesmo sexo, e Delaware, Havaí, Illinois e New Jersey aprovaram a união civil. O primeiro Casamento Gay dos EUA ocorreu no Massachusetts, em 2004.

Gays criam uma nova modalidade esportiva nos Estados Unidos


Esportistas Gays se uniram nos Estados Unidos e criaram o Flag Football, adaptação menos bruta do futebol americano.

O objetivo do Flag não é derrubar o oponente, mas arrancar as bandeiras que ele leva presas na cintura. Contatos muito violentos são considerados faltosos.

Já são 30 equipes de Flag Football nos Estados Unidos e os jogadores contam até com patrocínio de companhias aéreas, redes de hotéis e marcas de cerveja. Atualmente já existem até escolinhas e campeonatos infantis com a nova modalidade de esporte Gay.

O Flag Football foi idealizado pelo jornalista Jim Buzinski, que é Homossexual. Ele também criou um site cujo público-alvo são os esportistas Homossexuais, o outsports.com.

“Percebi que publicações voltadas para o público Gay não se interessavam muito em cobrir esportes.

Jim conta que já foi procurado por vários atletas interessados em revelar sua Homossexualidade através de seu site.

Uma das histórias contadas no site é a do jogador brasileiro Michael, do Vôlei Futuro. Na última temporada da Superliga, ele foi ofendido pela torcida homofóbica do Cruzeiro durante o jogo.

Pela 1ª vez, ministro do STF defende criminalização da homofobia


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto, 68, defendeu, pela primeira vez publicamente, a criminalização da homofobia.

Conhecido por citações poéticas e votos progressistas, o ministro disse em entrevista aos repórteres Felipe Seligman e Johanna Nublat que o homofóbico "chafurda no lamaçal do ódio".

O projeto de lei anti-homofobia está parado há dois meses no Senado, por causa de protestos de congressistas da bancada evangélica.

Para o ministro, não são necessárias novas leis para garantir aos casais gays os mesmos direitos dos heterossexuais já que a Constituição é "autoaplicável".

Questionado se qualquer decisão que diferencie a relação entre o homossexual e o heterossexual vai contra o STF, o ministro disse que sim. "A decisão foi claramente no sentido da igualdade de situações entre os parceiros do mesmo sexo e casais de sexos diferentes."

Mais de um milhão de pessoas marcham em Toronto no Dia do Orgulho Gay

Toronto (Canadá), 3 jul (EFE).- Mais de um milhão de pessoas participaram neste domingo nas ruas de Toronto no tradicional desfile do Dia do Orgulho Gay, o maior evento destas características realizado na América do Norte.

O desfile tingiu com as cores do arco-íris, o símbolo do movimento homossexual, as principais ruas de Toronto que há 31 anos foram palco do terceiro maior desfile gay do mundo.

Entre o mais de um milhão de pessoas que participaram da marcha, muitos deles vindos dos Estados Unidos, sentiram falta da presença de Rob Ford, o prefeito de Toronto.

Ford decidiu não fazer participar do desfile, apesar de que desde 1995 todos os prefeitos da maior cidade canadense tenham ido à festa, oficialmente para passar o fim de semana com sua família.

Ford, considerado um extremista de direita que antes de se tornar prefeito foi detido por abuso doméstico e posse de maconha, protagonizou no passado ataques contra integrantes do coletivo homossexual.

O desfile também foi marcado pelo bom tempo e pelo calor o que facilitou que os participantes travassem batalhas com pistolas de água, outro aspecto típico da marcha do Dia do Orgulho Gay em Toronto.

Toronto deve ser a sede em 2014 do desfile mundial do Dia do Orgulho Gay.

Fonte: UOL
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2011/07/03/mais-de-um-milhao-de-pessoas-marcham-em-toronto-no-dia-do-orgulho-gay.jhtm

Justiça autorizou o primeiro Casamento Lésbico do Brasil


A Justiça do Distrito Federal converteu uma união estável entre duas mulheres no primeiro casamento civil Gay do DF e no segundo do Brasil. De acordo com a advogada do casal, Maria Berenice Dias, Cláudia Helena de Oliveira Gurgel e Sílvia Del Valle Gomide moram juntas há 12 anos.

“Elas tinham tanto desejo de casar que chegaram a ir para a Argentina para procurar um apartamento, porque queriam se casar lá”, contou a advogada.

Com o casamento, Sílvia vai passar a adotar o sobrenome da esposa. Ela é jornalista e trabalha no Senado Federal. Em 2005, Sílvia entrou com um pedido para incluir Cláudia como dependente para efeitos de assistência à saúde e como beneficiária de pensão. O pedido foi aceito em junho de 2006.

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a audiência de conversão da união estável em casamento civil foi conduzida pela juíza Júnia de Souza Antunes. Berenice afirmou que a união não foi contestada pelo Ministério Público e já não cabe mais recurso. O caso estava correndo em segredo de justiça.

“O Estado não pode mais não admitir isso. Esses relacionamentos sempre existiram. E, se eles são uma família, não há porque impedir que se casem”, declarou Berenice, que também é presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil.

Berenice afirmou que o casal a procurou pela primeira vez há cerca de um ano, mas, como a legislação não dava suporte para a conversão da união estável em casamento civil, ela não aceitou o caso.

“Com a decisão do Supremo, elas voltaram a me procurar. Nós juntamos todos os documentos e entramos com o pedido no dia 9 deste mês na Vara de Família. Foi uma decisão rápida e a juíza chegou a dizer que passou todo o feriado estudando o voto do STF”, disse a advogada.

Antes disso, a Justiça de Jacareí, no interior de São Paulo, autorizou o primeiro Casamento Gay do Brasil. Além dos direitos garantidos no registro de união estável, um companheiro pode receber o sobrenome do outro.


Fontes:
Yahoo! Grupos