quarta-feira, 20 de maio de 2009

Seminário do SUS para inclusão da diversidade érealizado em Brasília - Quarta Reportagem

Por Flavinho Orsollan

Quarta Reporagem da série (Ao todo serão 5 reportagens), sobre o seminário que ocorreu no Distrito Federal em Brasília, de 08 a 11 de maio de 2009, com o tema: Diversidade de Sujeitos e Igualdade de Direitos. Hoje iremso conhecer um pouco mais sobre o MMC - Movimento das Mulheres Camponesas. A entrevistada de hoje é Noemi Krefta, representante nacional do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC).

Flávio Orsollan : Boa tarde Noemi, antes de mais nada, gostaria de lhe agradecer a concessão desta entrevista. Para que nossos leitores possam conhecer um pouco melhor sobre este movimento, você poderia nos dizer o que é o MMC?


Noemi Krafta: O MMC- Movimento das Mulheres Camponesas está present
e em todos os estados da federação e abrange as mulheres camponesas: agricultoras, arrendatárias, meeiras, ribeirinhas, posseiras, bóias-frias, diaristas, parceiras, extrativistas, quebradeiras de coco, pescadoras artesanais, sem terra, assentadas... Mulheres índias, negras, descendentes de europeus. Somos a soma da diversidade do nosso país. Pertencemos à classe trabalhadora, lutamos pela causa feminista e pela transformação da sociedade.

Flávio Orsollan: Pelo o que exatamente o MMC luta?
Noemi Krafta: Temos reafirmado a luta das mulheres pela igualdade de direitos e pelo fim de qualquer forma de violência, opressão e exploração praticada contra a mulher e a classe trabalhadora. Dessa forma, nos identificamos pela produção de alimentos saudáveis, pela construção de um projeto de agricultura ecológico e pela luta pela libertação da mulher.


Flávio Orsollan: O MMC existe a quanto tempo?

Noemi Krafta:
Há mais de vinte anos construímos um Movimento autônomo, democrático, popular, feminista e de classe, na perspectiva socialista. Nesse período, nos organizamos, lutamos e conquistamos o reconhecimento da profissão de trabalhadora rural, o salário maternidade, a aposentadoria da mulher da roça aos 55 anos, entre outros. Continuamos lutando por saúde de qualidade, pela construção de novas relações sociais e de gênero, por políticas públicas que atendam aos interesses das camponesas e camponeses e pelo fim de todas as formas de violência e opressão.
Flávio Orsollan: Neste 4 dias de Seminário, quais tem sido as suas principais reinvidicações?

Noemi Krafta: Queremos garantir que a Política Nacional de Saúde seja efetivamente implementada para o atendimento dos povos do campo e da floresta.
Queremos que esta população seja conhecida pelos gestores de saúde e que tenham um atendimento adequado de acordo com sua situação.
Desejamos uma melhor abertura e discussão com os gestores de saúde sobre a realidade dos povos que vivem no campo e na flaoresta.

Flávio Orsollan: Para vocês este Seminário tem sido positivo?

Noemi Krafta: A proposta do seminário é muito boa, porém, o que mais precisávamos era conhecer os gestores das regiões onde atuamos e falar diretamente com eles, o que o seminário na realidade não nos proporcionou. Precismaos conhecer os gestores e nos fazer conhecidas por eles afim de colocarmos em pauta as nossas dificuldades e os nossos anceios para uma melhor qualidade no atendimento médico prestado pelo SUS e que muitas vezes não ocorre pelo fato dos gestores não terem contato com nossa realidade sendo que alguns nem sabem de nossa real existência.

Flávio Orsollan: Noemi, muito obrigado pela sua atenção, o The Angel Boy News deseja que realmente as expectativas do MMC possam ser supridas e ter suas reinvidações atendidas.

Noemi: Muito obrigado pela atenção e divulgação de nossa luta pro dieritos igualitários.

Amanhã será a última reportagem da série de 5 reportagens sobre o Seminário: Deiversidade de Sujeitos e Igualdade de Direitos no SUS. Falarei sobre a ABGL- Assossiação Brasileira de Gays, Lésbicas , Bisexuais e Trangêneros e també,m conhecermos um pouco mais sobre o Movimento Nacional da População em Situação de Rua.

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