De o8 a 11 demaio, aconteceu em Brasília, no Distrito Federal o seminário do SUS (Sistema Único de Saúde) com o tema Diversidade de Sujeitos e Igualdades de Direitos no SUS.
Na primeira reportagem da série (Serão 5 reportagens ao todo) apresentei o Grupo E-Jovem e suas reinvidicações junto ao SUS (Sistema Único de Saúde).
Hoje, iremos conhecer os principais reinvidicações da União Cigana do Brasil (UCB). A entrevista foi concedida pelo senhor Mio Vacite, Presidente da (UCB), com sede na cidade do Rio de Janeiro - Rj.
Flavio Orsollan: Boa tarde, gostaria primeiramente de agradecer a concessão desta entrevista ao The angel Boy News. Quando surgiu e qual é o principal objetivo da União Cigana do Brasil?
Mio Vacite: A união Cigana foi fundada por mim, no ano de 1990 com a proposta de resgatar, moralizar e preservar a cultura do povo cigano, esclarecendo suas tradições e revertendo a imagem preconceituosa advinda da desinformação, que tanto prejudica a interação dos ciganos com as variadas sociedades.
Flávio Orsollan: O que é na realidade a união Ciganado Brasil (UCB)?
Mio Vacite: A União Cigana do Brasil é uma entidade reconhecida como representante da cultura cigana no Brasil pela Internacional Roma Federation, INC que é filiada à ONU.
Desde de sua fundação, a UCB vem lutando pela possibilidade de um desenvolvimento sustentável das famílias ciganas em consonância com as especificidades históricas e contemporâneas, garantindo os direitos à titulação e a permanência na terra, à documentação básica, alimentação, saúde, moradia adequada, serviços de infra-estrutura e previdência social, entre outras políticas públicas destinadas à população brasileira.
Flávio Orsollan : Quais são asprincipais reinvidicações da União Cigana do Brasil (UCB) dentro deste seminário?
Mio Vacite: Precisamos que o SUS tenha um tratamento diferenciado nas especificidades para atendimento aos ciganos;
Criação de uma carteirinha especial para o atendimento no SUS, contendo os dizeres: Nômade nesta carteirinha, pelo fatos dos ciganos nãopossuirem um endereço e nem residência fixa e isso complica e muito quando um cigano precisa de um atendimento no SUS, o que muitas vezes nos é negado, por não nos deixarem fazer a ficha de atendimento sem um endereço fixo.
Flávio Orsollan: Mas neste caso da carteirinha, por quê não especificar como Ciganos ao invéz de nômade?
Mio Vacite: O nome cigano, já vem carregado com preconceito pelas pessoas, e isso pode causar um atendiemnto deiferenciado e até mesmo um mal atendimento por parte de funcionário e/ou médicos por se ter um preconceito ao povo cigano. Além disso, temos notícias de que as mulheres ciganas, que precisam de um atendimento em alguns paises da europa, tem sido dopadas e esterilizadas quando procuram um atendimento médico, e isso é inconcebível, nosso medo é que isso também possa ocorrer aqui no Brasil, tendo a descrição de Nômade ao invés de Cigano nessa carteirinha, conseguiríamos inibir de certa forma esse tipo de ação preconceituosoa e repugnante, no que tange a garantia dos direitos humanos.
Dentro de nossas reinvidicações neste seminário, uma é a possibilidade de nossas muleheres puderem escolher o médico com o qual irão ser atendidas.
Flávio Orsollan: Você poderia explicar melhor essa última colocação, o que você quer dizer exatamente com "Escolher o médico"?
Mio Vacite: Claro, quando falamos em escolher o médico que prestará atendimento, estamos dizendo no sentido dos especialistas em ginecologia, nossas mulheres não se sentem muito a vontade sendo tratadas por médicos homens, o que reinvidicamos aqui é a possibilidade desse atendimento ser feito por médicas ao invéz de médicos.
Flávio Orsollan: Senhor Mio Vacite, muito obrigado por sua entrevista e por nos apresentar a cultura cigana neste seminário de uma forma bem diferente do que temos idéia, e que muitas vezes vem acarretadas de pré-conceitos .
Mio Vacite: Nós da União Cigana do Brasil é que agradecemos pela oportunidade e divulgação de nosso trabalho.
Nota: Amanhã, será postada mais uma entrevista concedida a mim durante o Semninário do SUS - Diversidade de Sujeitos e Igualdades de Direitos no SUS. E a entrevistada será a Mãe Rinilda - Presidente da FICAB - Federação Independente dos Cultos Afro-Brasileiros.
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