sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sus Faz seminário Nacional para discutir temas relevantes a diversidade

Por Flavinho Orsollan

De 08 a 11 de Maio de 2009, reuniram-se em Braília, no Distrito Federal vários movimento organizados para a particpaçao do Seminário nacional do SUS com o tema: Diversidade de sujeitos e igualdade de direitos no SUS.
Devemos ressaltar aqui que esta é a primeira vez na história do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde está tomando iniciativas concretas para equidade no atendimento prestado pelo sistema de saúde pública. Independente de raça, orientação sexual ou clero, reconhecendo de que todos os cidadãos devem ser atendidos sem diferenciação.

Realizado pela Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), através do Departamento de Apoio a Gestão Participativa (Dagep), o evento reuniu as classes que sentem na pele o que é ser discriminado e tratadocomo sendo diferente na hora de ser atendido pelo sistema de saúde pública.

Cerca de 450 representantes de movimentos sociais ativistas pelo direito à saúde das populações negra, Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis (LGBT); do campo e da floresta, em situação de rua, ciganos e outras comunidades tradicionais incluindo indígenas e quilombolas, além de gestores da saúde pública de todo País e integrantes dos direitos humanos e promoção da igualdade racial participaram do seminário, que foi presidido brilhantemente por Ana Costa, Diretora do departamento de apoio a Gestão Participativa (DAGEP) , juntamnete com representantes do ministérioda saúde.

Aguns grupos gentilmente nos conederam uma rápida entrevista sobre seus objetivos neste seminário, são eles:
E -Jovem -Ong que trabalha diretamente com Jovens e adolescentes LGBTs
ABGLT - Assossiação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais
MMC - Moviemnto das Mulheres Camponesas
Assosssiação Brasilera de homens vivendo em situação de rua
UCb - Uniao Cigana do Brasil
FICAb - Fedreação Independente dos Cultos Afro-Brasileiros.

Em 4 dias foram apresentadas propostas de melhorias nas condições de atendimento para ascomunidades ali representadas, além da Carta de Brasília, documento oficial, contendo as reinvidicações e âncias para um atendimento digno e humanizado!
Cada grupo expôs suas idéias não só na plenária, mas também nos grupos de trabalho específico para cada movimento.

Um ponto de destaque neste seminário foi a presença da juventude LGBT representandoa ONG E-Jovem, que esteve presente em todos os grupos de trabalho,buscando inetragir e conhecer a realidade de cada jovem participante destes grupos.


Mais uma vez foi provado de que a união gera poder político e mobilização por um País mais justo e social.
A todos os particpantes do seminário, meus parabéns,pela garra e coragem de lutarem por um mundo melhor!

Durante a semana, serão postadas matérias de entrevistas concedidadas pelos representantes de cada movimento.
Para começar asequencia de matérias,começaremoscom a Ong E-Jovem.
A entrevista me nos foi gentilmente cedida por Chesler Moreria,presidente do E-Jovem.

Flavio Orsollan - Primeiramente gostaria de agradecer a gentileza de nos conceder esta entrevista. Para que as pessoas possam entender melhor sobre a Ong, o que é na realidade o E-Jovem?

Chesler Moreira- O Grupo E-Jovem, é uma ong que trabalha diretamente com jovens e adolescentes LGBts,trata-se na realidade de uma rede nacional de jovens.
Tem como principal objetivo apoiar, instruir e preparar os jovens para a militancia, em busca de seus direitos. Prncipalmente os adolescentes, que nao encontram um lugar seguro dentro dasociedade, sendo vítimas depreconceito e discriminação.

Flavio Orsollan - Dentro deste seminário, quais são as principais reinvidicações doE-Jovem?

Chesler Moreria - Primeiramente lutamos para que o adolescente seja tratdo como adolescente e não como criança ou adulto e que seu atendimento no SUS seja feito porpessoas capacitadas para trabalhar com esses adolescentes, entendendo a realidade da vida de cada um, respeitando suas angustias e aflições tãotípicas desta idade.

Em Segundo lugar, faz-se necessário a criação deum protocolo de atendimento específicopara o adolescente, afim de que ele seja atendido pelo médico especialista sem ter a necessidade de estar acompanhado pelos pais ou um adulto responsável.

No caso,muitos adolescentes sofrem com o dilema dese assumirem para a
família e sabemos que muitas não aeitariam arealidade deste filho, o fato dele ir ao médico acompanhado implicaria em um constrangimento sem medidas, além de dependendo
do caso,gerando consequências incalculáveis para o psiquê deste adolescente.
Sabemo que hoje, muito adolescentes são espancadospelos paise familiares por serem homosexuais.
E isso é muito preoculpante, pois acaba afastando este adolescente de procurar um médico para poder se tratar na prevenção de doenças como as DST/aids por exemplo.
O Protocolo acabaria com esse impasse, permitindo que o adolescente possa ser tratado pelo médico especialista, sem passar por esse constrangimento, complementa Flavinho, coordenador do Grupo E-Sampa- Representação da Ong E-Jovem em SãoPaulo.

Para maiores informações sobre o E-Jovem, voce pode acessar apágina do grupo na internet:
http://www.e-jovem.com

Agradecemos imensamente a colabroação de Chesler Moreria por nos conceder a entrevista e osesclarecimentos dados por Flavinho.
Não Perca,amanhã a entrevista com Toni Reis,presidente da ABGLT.

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