Pelo menos três pessoas morreram e 15 ficaram feridas num tiroteio ocorrido neste sábado num bar do centro de Tel Aviv, informou a imprensa local. Segundo a rádio pública israelense, um homem vestido de preto entrou no Café Noir - conhecido por reunir a comunidade gay da cidade -, fez vários disparos e depois fugiu.Após o ataque desta noite, a polícia também ordenou o fechamento de todos os bares e clube noturnos frequentados por gays. A polícia investiga se o tiroteio foi um crime comum, um acerto de contas entre bandos ou se teve motivação política. Segundo informações da TV local, quatro dos feridos estão em estado grave. Os outros sofreram ferimentos leves. Dois jovens de sexos diferentes estão entre os mortos. Testemunhas contaram à imprensa que, no local do ataque, acontecia um encontro semanal de adolescentes que participavam de grupo de apoio.
Israelenses manifestam após tiroteio em clube gay
Pouco antes da meia-noite, um homem vestido de preto (como os judeus ultra-ortodoxos) entrou em um imóvel da Associação de Gays e Lésbicas de Tel Aviv e atirou com uma arma automática em todas as direções antes de fugir, até agora com sucesso, segundo testemunhas.
A Polícia já praticamente descartou que se trate de um ataque terrorista palestino ou um acerto de contas e dá por certo que o motivo da ação foi o ódio a homossexuais.
Segundo os serviços de emergência, a maior parte de feridos são menores e as duas vítimas fatais são um homem de 26 anos e uma menina de 16. Pouco depois do tiroteio, centenas de pessoas começaram a se manifestar levando bandeiras arco-íris e cartazes com lemas de ordem como "Todos juntos, sem ódio nem medo", informa a imprensa local.
"Já podemos dizer que é um dos piores crimes movidos pelo ódio. Há jovens nos hospitais cujos pais, em alguns casos, não sabiam que seus filhos estavam no centro gay", disse no final do ato Nitzan Horowitz, do partido de esquerda Meretz e o único deputado que confessou abertamente seu homossexualismo.
Embora tenha condenado o crime, o partido ultra-ortodoxo sefardita Shas foi o alvo de várias críticas na marcha pelos comentários homófobos de seus líderes.
"É uma sensação horrível. Vivemos em uma bolha, achando que tudo está bem. Foi um ato de puro ódio infundado", assegurou Revital, uma das participantes.
Kfir Lavi, coordenador de uma linha de telefone de apoio aos homossexuais, não duvidou em tachar o sucedido de ataque terrorista contra seu grupo. "O que vimos é uma perseguição. Este ataque vai contra as atividades de jovens que estão no armário, contra amigos e aqueles que têm dúvidas", acrescentou.
Foi convocado um segundo protesto hoje às 17h (11h de Brasília) em frente ao local do ataque. A Polícia continua a busca do autor dos disparos na cidade, uma das mais progressistas de Israel e destino turístico de homossexuais.
As informações são da EFE
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